Nos últimos dias surgiu a "notícia" de que há a possibilidade do Brasil superar a Inglaterra em termos econômicos em alguns anos. Sou meio cético quanto a previsões (lembro que muitos cravaram que a China superaria os EUA e isso não se confirmou, e parece estar ainda longe de se confirmar), mas, em virtude do considerável aumento das exportações do Brasil e dessa acentuada instabilidade financeira europeia, pode ser que isso ocorra. Aí, já tem um monte de gente achando que isso significa o fim dos males no Brasil. Alguns estão acreditando que isso transformaria o Brasil em um país de 1º mundo (sei que as expressões país de 1º, 2º e 3º mundo são anacrônicas, mas confesso que gosto de usar). Sinto informar, nada disso é verdade. No caso hipotético de o Brasil superar a Inglaterra economicamente, e se consolidar no cenário intenacional como uma das maiores potências econômica do mundo, isso nao mudaria a realidade interna do país, pelo menos não imediatamente. Ter uma economia forte (no caso brasileiro baseada no mercado externo) não apaga magicamente antigos gargalos brasileiros, tais como: educação precária, saúde em caos, geração de empregos tímida, falta de mão de obra especializada, etc, etc e etc. Não há nenhuma relação direta entre ser uma potência econômica e ser uma país de 1º mundo. Se economicamente estamos bem (e de fato estamos) por outro lado, temos problemas urgentíssimos a serem resolvidos internamente falando. Ainda há uma enorme caminho a ser percorrido pelo Brasil, se de fato queremos ser um país desenvolvido plenamente. O problema é que, ao contrário do que fazem com a questão econômica, não vejo nenhum indício de que nossas autoridades estejam trabalhando para melhorar as condições mais básicas do país. Portanto, não se iludam. Superar a Inglaterra econômicamente, não nos torna um país de 1º mundo como, por exemplo, a Inglaterra é!terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Brasil Bipolar: Potência Econômica X Problemas Sociais:
Nos últimos dias surgiu a "notícia" de que há a possibilidade do Brasil superar a Inglaterra em termos econômicos em alguns anos. Sou meio cético quanto a previsões (lembro que muitos cravaram que a China superaria os EUA e isso não se confirmou, e parece estar ainda longe de se confirmar), mas, em virtude do considerável aumento das exportações do Brasil e dessa acentuada instabilidade financeira europeia, pode ser que isso ocorra. Aí, já tem um monte de gente achando que isso significa o fim dos males no Brasil. Alguns estão acreditando que isso transformaria o Brasil em um país de 1º mundo (sei que as expressões país de 1º, 2º e 3º mundo são anacrônicas, mas confesso que gosto de usar). Sinto informar, nada disso é verdade. No caso hipotético de o Brasil superar a Inglaterra economicamente, e se consolidar no cenário intenacional como uma das maiores potências econômica do mundo, isso nao mudaria a realidade interna do país, pelo menos não imediatamente. Ter uma economia forte (no caso brasileiro baseada no mercado externo) não apaga magicamente antigos gargalos brasileiros, tais como: educação precária, saúde em caos, geração de empregos tímida, falta de mão de obra especializada, etc, etc e etc. Não há nenhuma relação direta entre ser uma potência econômica e ser uma país de 1º mundo. Se economicamente estamos bem (e de fato estamos) por outro lado, temos problemas urgentíssimos a serem resolvidos internamente falando. Ainda há uma enorme caminho a ser percorrido pelo Brasil, se de fato queremos ser um país desenvolvido plenamente. O problema é que, ao contrário do que fazem com a questão econômica, não vejo nenhum indício de que nossas autoridades estejam trabalhando para melhorar as condições mais básicas do país. Portanto, não se iludam. Superar a Inglaterra econômicamente, não nos torna um país de 1º mundo como, por exemplo, a Inglaterra é!domingo, 25 de dezembro de 2011
Internet no Brasil: Mais do Mesmo!
Bom, eu sei que estamos na era das convergências das mídias e tudo, mas algumas coisas são bizarras em qualquer época. Por exemplo, nessa época do ano o You Tube vive cheio de vídeos de pessoas que gostam de "criar" saudações natalinas diferentes. Os caras vão lá e fazem aquela produção engraçada, diferente, improvisada e deixam uma mensagem de Feliz Natal. Isso eu entendo e aceito, apesar de não ver muito sentido na coisa em si, mas até aí tudo bem. Agora, o que leva uma emissora de televisão (que sonha em se tornar a nº 1 em audiência no Brasil) a fazer uma matéria especial e, portanto, longa sobre esses vídeos?! Pior do que formular essa pergunta na minha cabeça, é o medo que tenho da resposta que vai surgir. A resposta, meus caros, em geral é: "O povo gosta dessas coisas!" Mais triste do que a minha inquietação sobre o por que da matéria e do que a resposta para tal, é o fato de que a resposta "o povo gosta dessas coisas" constituiu uma absurda verdade. As pessoas no Brasil utilizam as redes sociais, os sites de compartilhamento de arquivos, etc. da pior maneira possível. Nos últimos anos, governos autoritários cairam em profusão mundo à fora muito em função da utilização da internet. Isso corrobora o meu pensamento de sempre de que a internet constitui hoje o principal veículo de manifestação social, desde que usda corretamente. A margem disso, no Brasil as pessoas assistem dezenas de milhares de vezes a vídeos patéticos de papais noéis dançando em frente a um árvore, o que logo se transforma em uma matéria da TV, e está tudo numa boa! Ah Renato Russo, que perguntinha difícil você fez quando decidiu cantar "que país é esse?!
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
TRIBUTO À CARLOS MARIGHELLA:

Político e guerrilheiro brasileiro, o baiano Carlos Marighella foi morto em uma emboscada em São Paulo, no dia 4 de novembro de 1969. Marighella iniciou seus estudos em engenharia civil, na Bahia, mas aos 18 anos despertava para as lutas sociais, filiando-se ao Partido Comunista. Em 1932, aos 21 anos, foi preso pela primeira vez por causa de um poema com críticas ao interventor baiano Juracy Magalhães. No meio da década de 30 foi preso novamente após as lutas da Intentona Comunista. Em 1937, por conta de uma anistia, foi libertado. Contudo, com Getúlio Vargas no poder com o Estado Novo, o Partido Comunista foi para a clandestinidade. Em 1939, foi novamente encarcerado. Em 1945, houve uma nova anistia no Brasil, o Partido Comunista voltou à legalidade e Marighella foi eleito deputado constituinte. A sua liberdade política, porém, não durou muito. No governo do general Eurico Gaspar Dutra, em 1946, o Partido Comunista foi proibido e Marighella teve o mandato cassado. Em 1953, ele esteve à frente da "Greve dos Cem Mil" e também participou da campanha "O petróleo é nosso".
Durante o governo de João Goulart, o Partido Comunista voltou à legalidade. Marighella, contudo, divergia da linha adotada e, em 1962, fundou o Partido Comunista do Brasil - PC do B. Em 1964, com o golpe militar, voltou a ser perseguido, foi baleado e preso em um cinema no Rio de Janeiro. Sobreviveu e ficou encarcerado por 80 dias, mas acabou solto pela ação de um advogado. Marighella também passou a divergir no PC do B e acabou expulso do partido. Fundou então a Ação Libertadora Nacional-ALN, que pregava a luta armada. A partir de 1968 participou de ações armadas, como assaltos a bancos para conseguir fundos para a ALN. Os integrantes do movimento participaram do sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, junto com o MR-8. Apontado como inimigo público número um, ele foi morto em uma emboscada do extinto DOPS (Departamento de Ordem Pública e Social), em São Paulo, na noite do dia 4 de novembro de 1969.
Durante o governo de João Goulart, o Partido Comunista voltou à legalidade. Marighella, contudo, divergia da linha adotada e, em 1962, fundou o Partido Comunista do Brasil - PC do B. Em 1964, com o golpe militar, voltou a ser perseguido, foi baleado e preso em um cinema no Rio de Janeiro. Sobreviveu e ficou encarcerado por 80 dias, mas acabou solto pela ação de um advogado. Marighella também passou a divergir no PC do B e acabou expulso do partido. Fundou então a Ação Libertadora Nacional-ALN, que pregava a luta armada. A partir de 1968 participou de ações armadas, como assaltos a bancos para conseguir fundos para a ALN. Os integrantes do movimento participaram do sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, junto com o MR-8. Apontado como inimigo público número um, ele foi morto em uma emboscada do extinto DOPS (Departamento de Ordem Pública e Social), em São Paulo, na noite do dia 4 de novembro de 1969.
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quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Como o mundo chegou a marca de 7 bilhões de habitantes, é bom situar o Brasil nesse contexto. O Brasil tem em média 22 habitantes/Km2, por outro lado o Japão tem mais de 300 habitantes/Km2. O problema é que a relação produção/distribuição de alimentos do Brasil consegue ser muito pior, mesmo com esses números favoráveis.
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Em meio a enorme pressão do G-20, rumores falam até em renúncia do 1º ministro grego. Outra crise desse porte na Europa só serve para reforçar algo que parece claro: a UE não navega em águas tão calmas e promissoras como no fim da década de 90 e o início dos anos 2000.
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