Tem alguma coisa errada com as pessoas. Alguém desabilitou a "função criticidade" do povo brasileiro, so pode ser isso. A reforma do Maracanã, melhor dizendo ex-Maracanã, está sendo feita exclusivamente com dinheiro público que, ao contrário do que disse um "ilustre" paduano que fazia parte da administração pública do nosso município, tem dono sim, é meu e seu. As cifras vão bater na faixa de 1 bilhão de reais e já foi anunciado que após a conclusão dessa inacreditálvel e bizarra obra, o estádio será entregue à iniciativa privada. Ou seja, caras pálidas, o governo reconstrói o Maracanã como o NOSSO dinheiro e o entrega de mãos beijadas para que alguém administre. Mas sabe qual é a minha revolta mesmo? É ver que NINGUÉM está indignado: nem o povo, nem a oposição e, principalmente, nem a imprensa. Antigamente ouvia que a única forma dos brasileiros ficarem revoltados era quando se mexia nos seus bolsos. Será que agora nem assim as pessoas se revoltam? Mas que nada, né gente? Pra que se preocupar com isso? Ora bolas, é apenas um bilhãozinho, não vai fazer diferença. E, por outro lado, o "importante" mesmo é saber quem sai e quem fica no BBB, não é?
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
sábado, 21 de janeiro de 2012
Como classificar essas "coisas" que fazem sucesso no Brasil, como o BBB e o Michel Teló?
Inicialmente, fico numa enorme sinuca de bico. Porque se eu elevar Teló e o BBB à condição de “cultura” irei contra tudo aquilo que suponho ser cultura e estarei a nivelar, por baixo, o que efetivamente entendo que seja cultura. Se eu chamar o músico e atração global de subcultura, os patrulheiros de plantão (e eles sempre estão presentes) vão me chamar de preconceituoso, quiçá burguês, e de desrespeitar a cultura, que eles assim entendem, diversificada e multifacetada do meu país. Então sobram duas óticas: Teló e BBB são estratégias de marketing para ganhar dinheiro. E muito dinheiro. Simples assim.
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