Só gostaria de lembrar a todos (especialmente aos que sem propriedade alguma decidiram analisar as manifestações Brasil à fora) que política envolve, NECESSARIAMENTE, algum tipo e grau de violência. Nesse sentido, o termo "manifestação política pacífica" é, de certa forma, contraditório. Manifestação política não é pra ser bonitinha, é pra ser contundente, como qualquer outro ato político. A política, os atos políticos, à rigor, passam invariavelmente pelo exercício da força. Nessa linha, não espere atos políticos "bondosos", "100% pacíficos" e "bonitinhos". Talvez o mais importante nesse momento seja nos remetermos a Max Weber em seu texto "A Política Como Vocação". É necessário separamos a "ética cristã" (que em grande medida ocupa nosso imaginário e guia nossa visão de mundo) da "ética política" (que nos convida a uma realidade um tanto quanto mais áspera). Já nos alertava Weber no sentido de que "(...)Quem busca a salvação da alma, sua e dos outros, não deve buscá-la no caminho da política, pois esta, por vocação busca realizar tarefas muito diferentes que não podem ser concretizadas sem violência". Ou seja, a política de um ponto de vista ético leva sempre aos conflitos irreconciliáveis.
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quinta-feira, 18 de julho de 2013
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Instalação de Relógios de Ponto Assusta Senadores!
Esse áudio (que retirei da rádio CBN) é um resumo do caráter de nossos representantes no Congresso Nacional. Na voz de Arnaldo Jabor (de quem sou pessoalmente fã) conseguimos ver todo descaso com as questões de interesse nacional já que nem se quer os nossos parlamentares (senadores, deputados, etc) se preocupam em estar em seu local de trabalho. Se você, assim como eu, justifica seu salário cumprindo com suas obrigações profissionais, entre elas a de estar no local de trabalho, ficará alarmado com esse áudio. E como disse o próprio Jabor: "Esses caras ainda querem o nosso respeito." Ouçam esse áudio clicando no player abaixo:
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domingo, 29 de agosto de 2010
Governantes V.S. Humoristas: Festival de Piadas!

Estamos mais uma vez diante de uma sucessão presidencial. Em teoria deveriamos estar comemorando o sucesso da democracia brasileira. Mais do que isso deveriamos estar comemorando a abandono da velha 'política oligarquica' ou dos antigos regimes de excessão. O problema é que talvez não hajam motivos para comemorações. Os motivos de falta de otimismo são muitos e nem vou me dar ao 'desfrute' de voltar a ridicularizar os dois principais candidatos a presidência. Hoje quero rir um pouco do nosso sitema democrático. Por uma lado temos um sitema eletrônico de votação que é referência para o mundo todo. Em contrapartida, temos uma lei que proíbe humoristas e outros profissionais do humor de stirizarem os candidatos e os partidos políticos. Ora, estamos as vésperas de uma eleição democrática e temos que conviver com esse retrocesso absurdo. Qualquer passo retrogrado torna-se verdadeiro anacronismo no Brasil, sobretudo em nossa democracia tão recente. Proibir qualquer tipo de manifestação da mídia em vésperas de eleição é uma verdadeira 'piada'. Por falar nisso, acho que começo a entender porque os governantes estão sensurando os humoristas. Eles não querem concorrência no ramo do humor, já que todos os seus passos são piadas, de mal gosto, mas são. Acho que legendas como PT, PSDB, PDT, etc... estão com medo de disputar com os programas Pânico na TV, Casseta e Planeta, CQC, etc. Mas, esse é o nosso Brasil, sempre muito bem humorado. Pelo menos ninguém vai poder dizer que por aqui o repertório de comédias é limitado!
Profº Adriano Vieira (graduado em História-UNIFSJ)
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Uma Homenagem à Nicolau Maquiavel
Muitas vezes escuto, de alguns amigos do meio acadêmico, comentários a respeito de Nicolau Maquiavel e sua obra. Nem sempre escuto bons comentários, às vezes vejo pessoas crucificarem Maquiavel (muito em virtude de leituras mal feitas de sua obra) acusando-o e diminuindo sua importância dentro do pensamento intelectual, político e social ao longo da história. Acusam-no de ser antidemocrático, acusam-no de ser pragmático de ser violento de pregar pensamentos conflituosos. Quando ouço essas coisas fico extremamente triste e começo a pensar como alguém tão importante e inteligente como Maquiavel pode estar sendo perseguido por pessoas que nem sempre tem leituras suficientes para tais críticas. Em sua obra clássica denominada “O Príncipe” Maquiavel demonstra toda sua sabedoria empírica e intelectual e nos revela brilhantemente as luzes da Ciência Política. A maioria das acusações a seu respeito são feitas de maneira infundada, sem bases sólidas. Acusam Maquiavel de ser antidemocrático olhando sua obra com os olhos de hoje e se esquecem que seu contexto estava longe de uma democracia liberal. Criticam sua forma de enxergar o “bem” e o “mal”, mas na verdade Maquiavel nos revela graciosamente que “A pureza de intenções é capaz de todos os crimes, exatamente como as intenções mais funestas são capazes dos mais nobres atos”. Esquecem-se de que, se hoje temos políticos idiotas e vulgares, Maquiavel já nos apontava para importância no meio político da informação e sabedoria. Esquecem-se de que, se por um lado Maquiavel possa parecer “implacável defensor do poder dos príncipes, e do uso cruel da força bruta por outro se apresenta como defensor da liberdade do povo e mestre sutil da arte de resistir à opressões dos príncipes” o que deixa a dúvida sobre um Maquiavel Republicano ou Monarca. Esquecem-se de que esse filho de seu tempo, o Renascimento, conseguiu transcender as fronteiras de seu espaço e de seu tempo. Esquecem-se de que Maquiavel era um digamos “burocrata de 1º escalão” e gozava de muito prestígio dentro do governo Florentino principalmente pelo que tinha de melhor, a informação. Esquecem-se que Maquiavel era dotado de inteligência lúcida e “foi um dos raros autores a construir sua teoria política a partir da combinação de experiência concreta no trato da coisa pública com a observação aguda do processo político”. Maquiavel aliou ainda o estudo da História para chegar ao conhecimento das ações dos grandes homens, os novos paradigmas da atividade política.
Queria terminar essa homenagem à Maquiavel dizendo que esse homem “não se deixa aprisionar em nenhuma camisa de força capaz de descrevê-lo com precisão, coerência ou nitidez”, e por isso mesmo constitui marco inestimável na trajetória da ciência política universal. Maquiavel nos ensinou que política é antes de tudo exercício de escolha. Maquiavel nos legou que: “a ação política, para ser eficaz e responsável, exige informação correta, diagnostico oportuno, avaliação adequada dos resultados previsíveis, capacidade de decisão e, sobretudo, sabedoria”.
Fontes utilizadas:
MOREIRA, Marcílio Marques, O Pensamento Político de Maquiavel, Brasília, Editora Universidade de Brasília, 1980.
MAQUIAVEL, Nicolau, O Príncipe (1513-1516), Editora Martin Claret, 2007.
Profº Adriano Vieira (Graduado em História-UNIFSJ)
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