quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Em meio a enorme pressão do G-20, rumores falam até em renúncia do 1º ministro grego. Outra crise desse porte na Europa só serve para reforçar algo que parece claro: a UE não navega em águas tão calmas e promissoras como no fim da década de 90 e o início dos anos 2000.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

INQUISIÇÃO PROTESTANTE!





Embora não houvesse a institucionalização de tribunais similares ao "Santo Ofício" católico, protestantes caracterizaram julgamentos inquisitórios tão ou mais cruéis. Crimes como adutério, discordância dos dogmas protestantes e bruxaria foram, em muitos casos, passíveis de morte, muitas delas em fogueiras.




Na Alemanha Lutero exigiu perseguição aos anabatistas por divergirem em relação ao batismo. Lutero também divulgou textos criticando os judeus. Esses textos foram amplamente utilizados durante o Nazismo, quase sempre para justificar o antisemitismo.




Em Genabra (Suíça), onde a reforma protestante se mostrou mais radical, João Calvino instituiu uma verdadeira "polícia de fé". Calvino, que devido a sua autoridade era conhecido como "o Papa de Genebra", ao organizar a igreja presbiteriana, fundou um verdadeiro aparato de fiscalização da fé que envolvia, entre outras coisas, espionagem, tortura, julgamento e morte. Essa versão protestante da inquisição liderada por Calvino, foi, em muitos casos, mais pragmática do que a original inquisição católica.




Na Inglaterra, pós anglicanismo, uma verdadeira caça às bruxas levou a morte centenas de mulheres acusadas de feitiçaria. Essa experiência de "caça as bruxas" inglesa foi exportada para as suas colônias na América do Norte, como no famoso epsódio das "Bruxas de Salem", onde várias adolescentes foram mortas acusadas de fazerem reuniões em volta de uma fogueira, onde supostamente invocavam espíritos.




Parece estar mais que claro que a intolerância religiosa se fez presente tanto no meio católico quanto no meio protestante. Nesse caso, é possível afirmar que o cristianismo, embora tenha passado por mudanças consideráveis ao longo dos séculos, nasce fortemente enraizado em um solo de intolerância.



segunda-feira, 17 de outubro de 2011



Na última sexta-feira (14/10/11) eu tive o prazer de vencer o prêmio "DESAFIO DA MUDANÇA: PROFESSOR NOTA 10", realizado pela Secretaria de Educação e Cultura Santo Antônio de Pádua. Antes de mais nada gostaria de agradecer a todos que me ajudaram e que me impulsionaram rumo à essa conquista. Por se tratar de uma premiação a nível municipal o sabor dessa vitória é ainda mais especial em minha carreira. Além do prêmio (um nootebook de última geração) ter vencido o "PROFESSOR NOTA 10" me deu a certeza de que estou trilhando o caminho certo dentro da educação paduana. É gratificante ver o trabalho árduo sendo reconhecido e exalttado. Não por uma questão de vaidade, mas por uma questão de fortalecimento do entusiasmo e da vontade de chegar cada vez mais longe. Uma conquista dessas, não aborda só a mim individualmente, mas a minha instituição de ensino como um todo. O CIEP 266 (escola onde fui aluno e onde hoje leciono)vem se destacando cada vez mais na educação de Pádua e o fato de o prêmio "Professor Nota 10" ter sido vencido por um profissional dessa instituição, corrobora o excelente trabalho educacional realizado. Espero que os "rotuladores" que adoram esteriotipar tudo e todos, tenham a humildade e o caráter de se curvar ao excelente trabalho realizado no CIEP 266. Em especial gostaria de deixar meu abraço à todos os alunos do CIEP 266 que são parte fundamental de todo sucesso de nossa escola. Mais uma vez, o CIEP 266 está em destaque em Santo Antônio de Pádua!!!!!!!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Dos Aguerridos dos Anos 60 e 70 aos Internaltas do Início do Séc. XXI :



Parece incrível ver com que lentidão e dês-compromisso a sociedade se atenta para os males que direta e diariamente são proferidos a ela. Sobretudo chamo a atenção para os jovens de nossa geração, que perecem se encontrar – parafraseando uma polêmica banda - em “estado de coma semi-profundo”. Muitos fatos se aglutinam, muitos escândalos políticos se repetem e nossa juventude parece estar alheia a tudo o que se passa. Como podemos admitir que nossos jovens não aspirem uma mudança social profunda visto o total descaso que a atual trata a sociedade? Como podemos nos contentar que nossos jovens existam sem existir? Como podemos aceitar que nossos jovens sejam atropelados por uma enorme bola de informações (muitas delas escandalosas) sem se posicionarem? As respostas para muitas dessas perguntas acredito estar no total “Estado de Anomia” no qual a sociedade e principalmente os jovens se encontram hoje. Se compararmos os nossos jovens de hoje com a juventude dos anos 60, 70 e uma boa parte dos anos 90, o que veremos é uma dicotomia orgânica profunda entre elas. Nas décadas a que me referi a cima, pequenas turbulências no Congresso Nacional eram suficientes para que um grupo estudantil se organizasse e, com uma visão política hoje não existente, se colocasse em oposição e transformasse toda sua indignação em um ato público que de maneira decisiva contribuía para uma mudança, para uma reformulação e em alguns casos, para uma verdadeira reorganização política em nossas instâncias democráticas. Hoje parece que esse fervor juvenil se extinguiu, logo agora que temos todos os aparatos tecnológicos a nosso favor, nossos jovens preferem se acomodar, se calar diante de tantas coisas que os afetam. Será que ninguém ensinou a nossos jovens o que é Política? Será que não os ensinaram o que é Capitalismo? Será que não os notificaram a respeito do Comunismo? Será que não conhecem o bom velhinho Karl Marx? Será que não conseguem saber o que é burguesia e o que é proletariado? Receio que a resposta para essas perguntas seja NÃO! Assim sendo se compreende porque tanta alienação, porque tanta ignorância política. Me recuso a acreditar que a memória dos jovens guerrilheiros urbanos do fim da década de 60 e inicio da década de 70, que, de maneira tão apaixonada, se opuseram a ditadura que se instalara no país, esteja sendo esquecida, e que a memória que estamos deixando para as próximas gerações de jovens seja a de que os jovens do início do séc. XXI viviam em uma condição tal, que “acariciavam o lobo, achando que era seu animal de estimação”, não conseguiam diferenciar “banqueiros de bancários mega-traficantes de meros funcionários” e vivam “estagnados e continuavam regredindo enquanto o ‘Comando Delta’ tinha cada vez mais motivos pra permanecer sorrindo”.