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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Por que a década de 80 é considerada a "década perdida"?


Bom, muitos fatores contribuíram para que os anos 80 recebessem essa alcunha.
O primeiro deles, sem dúvidas, foi o enfraquecimento da Guerra Fria. Na década de 80, a União Soviética já demonstrava sinais de esfacelamento, o qual se consolidou definitivamente em 1991. Na metade daquela década, o país realizou algumas reformas econômicas e empreendeu um abertura política, no intuito de adequar-se à economia de mercado.
A partir disso, o temor de um conflito mundial, de proporções nucleares, entre Estados Unidos e a própria União Soviética, que esteve na iminência de acontecer desde os anos 50, foi enfraquecendo. E quando em 1989 veio abaixo o Muro de Berlim, símbolo material da Guerra Fria, o mundo finalmente estava a salvo.
O Brasil também sentiu os reflexos do enfraquecimento da Guerra Fria. A ditadura militar instalada no país desde 1964 deixou o poder. O povo organizou as manifestações das "Diretas Já", reivindicando eleições diretas para presidente, algo que não acontecia desde 1960. Porém o novo pleito só se realizou no ano de 1989, com a vitória de Fernando Collor de Melo. Tudo era novidade!
Ah, e sem contar a inflação astronômica que tomou conta do Brasil no governo Sarney. Os produtos sumiam das prateleiras, estocar alimentos era necessário, salários foram congelados, o Cruzeiro virou Cruzado e depois Cruzado Novo.
Além de tudo, a infância daquela época foi uma das melhores de todos os tempos, sem videogame, computador, celular, Facebook, Twitter, mas as crianças se divertiam mais que hoje, com brincadeiras saudáveis e interessantes. Pena que eu nasci no final da década perdida!
Aos nostálgicos de plantão, aquele abraço!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Na Dança Dos Ministérios, Quem Dança Mesmo é o Brasil...

"O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, começa a admitir publicamente a possibilidade de trocar de endereço na Esplanada dos Ministérios e se tornar o novo ministro da Educação."

Bom, nessa provável troca de Ministros é possível ver claramente a "preocupação" com a qualidade da educação brasileira, não é mesmo? Vejam vocês, nosso "glorioso" Mercadante é formado em economia, o que faz dele o cara mais bem "preparado" para exercer o comando do Ministério da Educação. Um economista que nunca esteve à frente de uma sala de aula, ou por trás de uma instituição de ensino. Era tudo que estávamos "precisando"! Incrível, mas essa horrenda prática de se distribuir Ministérios sem nenhum critério técnico continua sendo extremamente comum e funcional no Brasil. E quando isso se aplica a Ministérios estratégicos como são os da Educação, Desenvolvimento e Saúde por exemplo, a coisa fica ainda mais absurda. No caso específico do Ministério da Educação, o que podemos esperar de um Ministro formado em economia e que exercia a chefia do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação? O que credencia Aloizio Mercaddante a ser o "salvador da lavoura"? Então, por que cargas d'água Mercadante assumiria o Ministério da Educação? Certamente não para melhorar a qualidade da educação brasileira. A resposta é, como de costume, de cunho político. Mercadante tem uma história estreita e importante dentro do Partido dos Trabalhadores. Ele simplesmente ajudou a fundar o PT. Está no partido de forma influente desde os primórdios, desde a época em que o PT era uma alternativa real de mudanças (hoje essa alternativa não é mais real). Assim sendo, ele "merece" uma pasta importante dentro do Governo Dilma. Merece um cargo de expressão e destaque. Enfim, merece estar sempre em um daqueles "paraísos políticos" que são os Ministérios nacionais. Ora bolas, já que o atual ministro da educação precisa deixar a pasta para se candidatar a outro cargo político nas eleições desse ano, abriu-se uma vaga. Mercadante está "ocupado" em um outro Ministério, mas de menos importância, por assim dizer. Pronto, já temos um substituto: Aloizio Mercadante, esse é o cara! Não tem a menor afinidade com o cargo, é verdade. Não tem experiência nessa área de atuação, é verdade. Nunca foi seu sonho estar nesse ministério, é verdade. Mas, é um dos fundadores e um dos mais importantes membros da alta cúpula do PT. Nesse caso, está apto ao cargo. Mas e a questão técnica? Como vai ficar a educação? Isso não deveria contar? É claro que sim, mas me parece que o povo brasileiro não acha isso importante, não é? Acho que temos coisas mais "importantes" no momento para tratarmos do que a questão da melhoria da educação. Que coisas são essas? Três exemplos: BBB, Michel Teló e Luíza no Canadá. Para o povo brasileiro, tudo isso é mais importante do exigir uma educação de qualidade. Parabéns sociedade brasileira pelas suas prioridades.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Sobre Nossa Sociedade Atual...

Às vezes acho que estamos perdendo nossa capacidade crítica. Outras vezes tenho certeza disso. Em alguns momentos penso que dias melhores virão. É confuso tentar entender uma sociedade que, por exemplo, trasforma "Luizas" em celebridades. Assuntos pífios e patéticos ganham lugar de destaque nas mais variadas mídias. Por outro lado, assuntos extremamente urgentes são simplesmente desconhecidos do povo brasilero. Já disse isso outras vezes, vou repetir: Cada sociedade merece exatamente aquilo que cultiva. Nesse sentido, a nossa sociedade merece todo tipo de sofrimento, pois cultivamos a total e completa ignorância nos mais variados aspectos. A História, em geral, é uma narrativa evolutiva. Via de regra, a História elucida um caminho evolutivo da sociedade. Contudo, eu me sinto inclinado a duvidar que essa regra geral possa ser aplicada a nossa sociedade atual. É bem verdade que o Brasil, enquanto sociedade, é muito jovem ainda e talvez mereça passar por possíveis "acidentes de percurso". Talvez essa seja a explicação para esse momento do Brasil onde há uma clara banalização da cultura em sentido clássico. Não sei. Sinceramente não sei. Mas de uma coisa eu tenho certeza: Nesse momento estamos regredindo, ou quando muito estagnados cultural, política e socialmente falando.