Somos aquilo de que nos lembramos. Quanto mais nos lembramos, maiores somos, e não só: diferentes, renovados, reconstruídos, sedentos de justiça e liberdade. Lembrar não é buscar vingança, não é revanchismo, é não permitir que antigas cantilenas soem como verdades indiscutíveis: nada é indiscutível. Lembrar pode implicar em manter feridas abertas, mas isso não é problema, certas feridas não podem mesmo cicatrizar... pelo menos que sangrem à vista de todos.
sábado, 30 de julho de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Mais uma avalanche de dinheiro público no Maracanã!

É revoltande ver algumas atitudes absurdas do poder público no Brasil. Parece que tudo está valendo. Parece que há uma classe no Brasil (a dos muquiranas parlamentares e afins) que estão acima do bem e do mal. Essa última agora é absurdamente bizarra. Os gastos com a nova reforma do Maracanã (já houveram outras tantas milhonárias) para a Copa de 2014 (que eu considero inviável e incabível no Brasil) vão bater na casa de 1 bilhão de reais. Isso mesmo, 1 bilhão de reais; dinheiro meu e seu colocado num estádio de futebol afim de que sejam atendidas as exigências da FIFA para realização da Copa. Em um país onde as pessoas morrem de fome, dengue, subnutrição, entre outras pateticidades terceiro-mundistas, é vergonhoso que o governo Federal disponibilize tal quantia de dinheiro para um fim desse. O projeto inicial de reforma do Maracanã que já era altíssimo (na casa dos 700 milhões) foi estrapolado em 35% de aumento. Por incrível que pareça, não é ilegal, já que por lei toda obra pública pode sofrer alteração no orçamento de até 50%. Ilegal não é, mas será que é moral? Será que é necessário? Será que cabe no Brasil? Com certeza não! A não ser se sejamos ingênuos e idiotas o suficiente para pensarmos que nossa educação vai bem, que nossa saúde está em perfeito estado e que não temos problema nenhum mais sério que a construção de um ABERRADOR estádio de futebol para uma ABERRADORA Copa do Mundo. Ser brasileiro, meus caros, requer ter muito estômago, pois não é fácil ler essas notícias logo pela manhã sem vomitar de revolta!
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segunda-feira, 2 de maio de 2011
Osama Bin Laden: Um Raio X do Mais Procurado Terrorista do Mundo

Bom, mais uma vez estamos vivenciando a história viva do mundo moderno. O dia primeiro de maio de 2011 ficará marcado na história mundial como o dia em que o terrorista mais procurado do mundo foi morto. Estou falando, notadamente, de Osama Bin Laden. Os EUA anunciaram que sua morte ocorreu em uma operação militar envolvendo a elite das Forças Armadas estadunidenses. Essa é, sem dúvida, a grande notícia do ano (pelo menos até aqui). A repercussão é global. Todos os jornais do mundo dão grande destaque à esse fato. Diante de tal acontecimento, acho pertinente trabalhar um pouco aqui no blog a historicidade desse conhecidíssimo terrorista e de sua organização terrorista, a Al-Qaeda.
À princípio é fundamental entendermos quem era (considerando que ele realmente esteja morto) esse homem tão influente e perseguido. Osama Bin Laden nasceu na Arábia Saldita em uma família riquíssima. Tal riqueza era proveniente dos investimentos em petróleo. Vale lembrar que a região da península arábica é fortemente envolvida na exploração de petróleo. Durante sua juventude Bin Laden teve uma vida normal, absolutamente igual a de todos os jovens milhonários daquela época. Carros, mulheres, viagens para a Europa faziam parte da rotima do jovem Osama Bin Laden. Talvez possamos dividir a vida de Bin Laden em duas fases: sua juventude humanamente normal e sua maturidade extremista. Contudo, a vida de Bin Laden mudaria radicalmente anos mais tarde. Adepto da religião mulçumana, o Islamismo, Osama se identificava com a ala mais radical do Islã, a dos Xiitas (quase todos os atentados terroristas são feitos por integrantes da ala Xiita). Talvez o momento da maior mudança de postura de Osama seja durante a Guerra Fria. Nesse período onde o mundo encontrava-se dividido entre o Capitalismo Norte-Americano e o Socialismo Soviético, Bin Laden se envolveu em um conflito no Afeganistão. As forças soviéticas invadiram o Afeganistão oprimindo a população local. Como os EUA eram opositores dos Soviéticos, enviaram tropas de coalizão para expulsar os soviéticos do território afegão na tentativa de imprimir uma derrota ao socialismo soviético. Nesse contexto surge o Bin Laden de armas na mão. Osama decide se envolver nessa batalha defendendo os interesses dos afegãos. Poucos sabem, mas nesse momento da história, Osama Bin Laden e EUA foram aliados contra a URSS. Bin Laden, inclusive, investiu dinheiro nesse confronto. Irônicamente, Osama e EUA tiveram um passado em comum e teriam um futuro de rivalidades. Não demoraria muito para que Bin Laden, que ajudou os EUA a expulsarem os soviéticos do Afeganistão, mudasse de postura e passasse a se opor aos Estados Unidos. Muito dessa mudança de postura de Osama se deve ao fato de que quando os EUA enviaram suas tropas para o Afeganistão, acabaram enviando mais do que isso, como religião diferente, cultura capitalista, costumes diferentes. Na verdade, os EUA montaram um verdadeiro complexo norte-americano dentro do Afeganistão, o que teria deixado Osama Bin Laden extremamente descontente. Como disse anteriormente, Bin Laden era mulçumano e seguia a doutrina da ala mais radical do Islã e, por isso mesmo, considerou que os EUA, ao montarem esse "braço americano" no Afeganistão, estariam afrontando a religião islâmica e desmoralizando as tradições mulçumanas. Com o tempo, Bin Laden iria classificar os EUA como "grande satan". Osama acabou se tornando o líder de um grupo terrorista conhecido como Al-Qaeda, o qual ajudou a fundar e cujo o alvo preferencial passou a ser sempre os EUA.
O agora terrorista Osama Bin Laden promoveu uma série de atentados terroristas pelo mundo. O principal atentado foi, sem dúvida, o do 11 de setembro onde a rede terrorista sequestrou quatro aviões dos EUA em pleno espaço aéreo americano e os lançou suicidamente contra o World Trade Center (as torres gêmeas) símbolo máximo do capitalismo norte-americano. Nesse mesmo dia, um desses aviões foi lançado contra o Pentágono (maior base da inteligência militar dos EUA). Mas por que Bin Laden era tão temido pela maior potência militar do mundo, os EUA?! A resposta é simples. Em linhas gerais, a paz mundial é mantida pelo chamado "medo de destruição mútua", ou seja, o medo de se atacar um país e esse país revidar duramente à esse ataque. Nesse sentido, ninguém ousaria a jogar um bomba nos EUA, pois sofreria retaliações incrivelmente devastadoras. Essa lógica funciona muito bem quando estamos falando em política de Estado. Funciona muito bem em relação a países. Por exemplo: Jamais o Brasil atacaria os EUA, pois os EUA sabem bem onde fica o Brasil e, com toda certeza, destruiriam o Brasil completamente. Essa mesma lógica não funciona quando estamos falando de redes terroristas. Os terroristas não atuam em nome de um país, mas sim por conta própria. Osama Bin Laden não atuava em nome da Arábia Saldita (seu país de origem) atuava em seu próprio nome. Assim sendo, a lógica do "medo da destruição mútua" não funcionava com Bin Laden. Ele não tinha medo algum de que os EUA destruissem seu país em represária a suas ações terroristas pelo simples fato de que ele não representava um país, mas sim uma ideologia. Por outro lado, é quase impossível prever quando e onde um atentado terrorista pode ocorrer. Não há uma declaração de guerra que permita aos EUA uma preparação. Tudo ocorre subta e inesperadamente. Por tudo isso, Bin Laden se tornou durante esses dez anos entre o 11 de setembro de 2001 e o 2 de maio 2011 a maior ameaça a hegemonia norte-americana.
Agora o mundo vive um novo momento. Estamos vivenciando a morte do maior terrorista de todos os tempos, Osama Bin Laden. Mas, e agora o terrorismo acabou?! De forma alguma. Seria muita ingenuidade pensar que a morte de Osama marcaria o fim do terrorismo no mundo. Como toda organização terrorista que se preze, a Al-Qaeda tem uma estrutura hierarquizada que permite que Bin Laden seja substituído por um outro líder. Certamente, Bin Laden se preparou para sua morte. Os EUA estavam a dez anos em sua eterna busca. Articulado como era, Osama preparou sua sucessão. É claro que sua morte representa uma baixa considerável na Al-Qaeda, mas de forma alguma o seu fim. É importante lembrar, que muito se discutia sobre o papel de Bin Laden dentro da Al-Qaeda de 2001 pra cá. Muito se especulava que ele nem mais seria o líder da organização. É possível que essa liderança já estivesse com outra pessoa. Mas, de qualquer forma, a morte de Bin Laden não deve ser minimizada. De fato ele era uma figura poderosa dentro da Al-Qaeda e de suas redes e sub-redes. É importante também estarmos atentos para os próximos meses e até anos, pois é normal que grupos terroristas, quando sofrem uma perda tão grande como a morte de "um Bin Laden da vida", tratem de articular retaliações, ou seja, fazer novos atentados e deixar claro para o mundo que não estão mortos ou enfraquecidos. Assim, os níveis de seguranças dos países europeus devem ser aumentados. Não estranhemos se uma onda de atentados tomar conta do mundo. É natural e até previsível que isso ocorra.
Atenção especial deve ser dispensada aos EUA. Durante os últimos anos, a CIA descobriu um considerável número de células terroristas dentro da própria América. Pessoas que vivem dentro dos EUA e que estão articuladas com redes terroristas, inclusive a Al-Qaeda. Outra preocupação é com relação ao chamdo "Cyber-Terrorismo". O "Cyber-Terrorismo" se caracteriza pelo uso das redes sociais na internet para a difusão de ideologias terroristas e para a articulação de atentados de pequeno e médio porte. Com a morte de Bin Laden, isso pode se agravar. Outro fator que preocupa, é a possível transformação de Osama em um Mártir por seus seguidores. É comum que líderes extremistas como Bin Laden se tornem "heróis" pra muitos seguidores e isso poderia causar um aumento da vontade de se praticar atos terroristas em honra à esse "herói", em nome de Osama Bin Laden.
Seja como for, teremos que esperar os desdobramentos dos fatos para sabermos o que o futuro nos reserva. De qualquer forma, a morte de Bin Laden já é um marco da história contemporânea assim como o foi o atentado de 11 de setembro. Sorte tenho eu, de poder assistir tudo isso em vida. É a "história do tempo presente" em curso!
À princípio é fundamental entendermos quem era (considerando que ele realmente esteja morto) esse homem tão influente e perseguido. Osama Bin Laden nasceu na Arábia Saldita em uma família riquíssima. Tal riqueza era proveniente dos investimentos em petróleo. Vale lembrar que a região da península arábica é fortemente envolvida na exploração de petróleo. Durante sua juventude Bin Laden teve uma vida normal, absolutamente igual a de todos os jovens milhonários daquela época. Carros, mulheres, viagens para a Europa faziam parte da rotima do jovem Osama Bin Laden. Talvez possamos dividir a vida de Bin Laden em duas fases: sua juventude humanamente normal e sua maturidade extremista. Contudo, a vida de Bin Laden mudaria radicalmente anos mais tarde. Adepto da religião mulçumana, o Islamismo, Osama se identificava com a ala mais radical do Islã, a dos Xiitas (quase todos os atentados terroristas são feitos por integrantes da ala Xiita). Talvez o momento da maior mudança de postura de Osama seja durante a Guerra Fria. Nesse período onde o mundo encontrava-se dividido entre o Capitalismo Norte-Americano e o Socialismo Soviético, Bin Laden se envolveu em um conflito no Afeganistão. As forças soviéticas invadiram o Afeganistão oprimindo a população local. Como os EUA eram opositores dos Soviéticos, enviaram tropas de coalizão para expulsar os soviéticos do território afegão na tentativa de imprimir uma derrota ao socialismo soviético. Nesse contexto surge o Bin Laden de armas na mão. Osama decide se envolver nessa batalha defendendo os interesses dos afegãos. Poucos sabem, mas nesse momento da história, Osama Bin Laden e EUA foram aliados contra a URSS. Bin Laden, inclusive, investiu dinheiro nesse confronto. Irônicamente, Osama e EUA tiveram um passado em comum e teriam um futuro de rivalidades. Não demoraria muito para que Bin Laden, que ajudou os EUA a expulsarem os soviéticos do Afeganistão, mudasse de postura e passasse a se opor aos Estados Unidos. Muito dessa mudança de postura de Osama se deve ao fato de que quando os EUA enviaram suas tropas para o Afeganistão, acabaram enviando mais do que isso, como religião diferente, cultura capitalista, costumes diferentes. Na verdade, os EUA montaram um verdadeiro complexo norte-americano dentro do Afeganistão, o que teria deixado Osama Bin Laden extremamente descontente. Como disse anteriormente, Bin Laden era mulçumano e seguia a doutrina da ala mais radical do Islã e, por isso mesmo, considerou que os EUA, ao montarem esse "braço americano" no Afeganistão, estariam afrontando a religião islâmica e desmoralizando as tradições mulçumanas. Com o tempo, Bin Laden iria classificar os EUA como "grande satan". Osama acabou se tornando o líder de um grupo terrorista conhecido como Al-Qaeda, o qual ajudou a fundar e cujo o alvo preferencial passou a ser sempre os EUA.
O agora terrorista Osama Bin Laden promoveu uma série de atentados terroristas pelo mundo. O principal atentado foi, sem dúvida, o do 11 de setembro onde a rede terrorista sequestrou quatro aviões dos EUA em pleno espaço aéreo americano e os lançou suicidamente contra o World Trade Center (as torres gêmeas) símbolo máximo do capitalismo norte-americano. Nesse mesmo dia, um desses aviões foi lançado contra o Pentágono (maior base da inteligência militar dos EUA). Mas por que Bin Laden era tão temido pela maior potência militar do mundo, os EUA?! A resposta é simples. Em linhas gerais, a paz mundial é mantida pelo chamado "medo de destruição mútua", ou seja, o medo de se atacar um país e esse país revidar duramente à esse ataque. Nesse sentido, ninguém ousaria a jogar um bomba nos EUA, pois sofreria retaliações incrivelmente devastadoras. Essa lógica funciona muito bem quando estamos falando em política de Estado. Funciona muito bem em relação a países. Por exemplo: Jamais o Brasil atacaria os EUA, pois os EUA sabem bem onde fica o Brasil e, com toda certeza, destruiriam o Brasil completamente. Essa mesma lógica não funciona quando estamos falando de redes terroristas. Os terroristas não atuam em nome de um país, mas sim por conta própria. Osama Bin Laden não atuava em nome da Arábia Saldita (seu país de origem) atuava em seu próprio nome. Assim sendo, a lógica do "medo da destruição mútua" não funcionava com Bin Laden. Ele não tinha medo algum de que os EUA destruissem seu país em represária a suas ações terroristas pelo simples fato de que ele não representava um país, mas sim uma ideologia. Por outro lado, é quase impossível prever quando e onde um atentado terrorista pode ocorrer. Não há uma declaração de guerra que permita aos EUA uma preparação. Tudo ocorre subta e inesperadamente. Por tudo isso, Bin Laden se tornou durante esses dez anos entre o 11 de setembro de 2001 e o 2 de maio 2011 a maior ameaça a hegemonia norte-americana.
Agora o mundo vive um novo momento. Estamos vivenciando a morte do maior terrorista de todos os tempos, Osama Bin Laden. Mas, e agora o terrorismo acabou?! De forma alguma. Seria muita ingenuidade pensar que a morte de Osama marcaria o fim do terrorismo no mundo. Como toda organização terrorista que se preze, a Al-Qaeda tem uma estrutura hierarquizada que permite que Bin Laden seja substituído por um outro líder. Certamente, Bin Laden se preparou para sua morte. Os EUA estavam a dez anos em sua eterna busca. Articulado como era, Osama preparou sua sucessão. É claro que sua morte representa uma baixa considerável na Al-Qaeda, mas de forma alguma o seu fim. É importante lembrar, que muito se discutia sobre o papel de Bin Laden dentro da Al-Qaeda de 2001 pra cá. Muito se especulava que ele nem mais seria o líder da organização. É possível que essa liderança já estivesse com outra pessoa. Mas, de qualquer forma, a morte de Bin Laden não deve ser minimizada. De fato ele era uma figura poderosa dentro da Al-Qaeda e de suas redes e sub-redes. É importante também estarmos atentos para os próximos meses e até anos, pois é normal que grupos terroristas, quando sofrem uma perda tão grande como a morte de "um Bin Laden da vida", tratem de articular retaliações, ou seja, fazer novos atentados e deixar claro para o mundo que não estão mortos ou enfraquecidos. Assim, os níveis de seguranças dos países europeus devem ser aumentados. Não estranhemos se uma onda de atentados tomar conta do mundo. É natural e até previsível que isso ocorra.
Atenção especial deve ser dispensada aos EUA. Durante os últimos anos, a CIA descobriu um considerável número de células terroristas dentro da própria América. Pessoas que vivem dentro dos EUA e que estão articuladas com redes terroristas, inclusive a Al-Qaeda. Outra preocupação é com relação ao chamdo "Cyber-Terrorismo". O "Cyber-Terrorismo" se caracteriza pelo uso das redes sociais na internet para a difusão de ideologias terroristas e para a articulação de atentados de pequeno e médio porte. Com a morte de Bin Laden, isso pode se agravar. Outro fator que preocupa, é a possível transformação de Osama em um Mártir por seus seguidores. É comum que líderes extremistas como Bin Laden se tornem "heróis" pra muitos seguidores e isso poderia causar um aumento da vontade de se praticar atos terroristas em honra à esse "herói", em nome de Osama Bin Laden.
Seja como for, teremos que esperar os desdobramentos dos fatos para sabermos o que o futuro nos reserva. De qualquer forma, a morte de Bin Laden já é um marco da história contemporânea assim como o foi o atentado de 11 de setembro. Sorte tenho eu, de poder assistir tudo isso em vida. É a "história do tempo presente" em curso!
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terça-feira, 26 de abril de 2011
HISTÓRIA REPETIDA: ONU ACUSA O BRASIL DE DESALOJAR PESSOAS DE SUAS CASAS A FORÇA !
A relatora especial da ONU para a Moradia Adequada, Raquel Rolnik, acusou nesta terça-feira as autoridades de várias cidades-sede da Copa do Mundo e do Rio de Janeiro, que receberá as Olimpíadas, de praticar desalojamentos e deslocamentos forçados que poderiam constituir violações dos direitos humanos. Nas palavras da própria relatora temos:
"Estou particularmente preocupada com o que parece ser um padrão de atuação, de falta de transparência e de consulta, de falta de diálogo, de falta de negociação justa e de participação das comunidades afetadas em processos de desalojamentos executados ou planejados em conexão com a Copa e os Jogos Olímpicos", avaliou.
Raquel destacou que os casos denunciados se produziram em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Natal e Fortaleza.
Como se não bastasse toda a bandidagem envolvendo rios de dinheiro público nesses eventos, agora temos que lidar com o escândalo de pessoas sendo expulsas de suas residências pelo simples fato de moraram em locais que "atrapalham" a contrução de obras para realização da Copa e das Olimpíadas. Ora, o único aspecto positivo que esses eventos poderiam trazer para o Brasil é exatamente um legado de melhoria das condições sociais da população. Mas, como era de se esperar, no caso do Brasil isso não acontecerá. Pior que isso, está acontecendo exatamente o contrário. O absurdo agora é a expulsão de moradores de suas próprias casas!
O pior é que isso já ocorreu na História do Brasil quando, entre os anos de 1903 e 1906, o então prefeito do Rio de Janeiro Pereira Passos decidiu revolucionar a estrutura urbana da Cidade, que de fato era ridícula. Sobre essa "revolução urbana" temos o texto de Maurício de Abreu:
"Estou particularmente preocupada com o que parece ser um padrão de atuação, de falta de transparência e de consulta, de falta de diálogo, de falta de negociação justa e de participação das comunidades afetadas em processos de desalojamentos executados ou planejados em conexão com a Copa e os Jogos Olímpicos", avaliou.
Raquel destacou que os casos denunciados se produziram em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Natal e Fortaleza.
Como se não bastasse toda a bandidagem envolvendo rios de dinheiro público nesses eventos, agora temos que lidar com o escândalo de pessoas sendo expulsas de suas residências pelo simples fato de moraram em locais que "atrapalham" a contrução de obras para realização da Copa e das Olimpíadas. Ora, o único aspecto positivo que esses eventos poderiam trazer para o Brasil é exatamente um legado de melhoria das condições sociais da população. Mas, como era de se esperar, no caso do Brasil isso não acontecerá. Pior que isso, está acontecendo exatamente o contrário. O absurdo agora é a expulsão de moradores de suas próprias casas!
O pior é que isso já ocorreu na História do Brasil quando, entre os anos de 1903 e 1906, o então prefeito do Rio de Janeiro Pereira Passos decidiu revolucionar a estrutura urbana da Cidade, que de fato era ridícula. Sobre essa "revolução urbana" temos o texto de Maurício de Abreu:
“O período Passos (...) um período revolucionador da forma urbana carioca, que passou a adquirir, (...), uma fisionomia totalmente nova e condizente com as determinações econômicas e ideológicas do momento”. (ABREU, 1988:63).
De fato a cidade se modernizou. O problema foi o preço que a sociedade carioca teve que pagar. Para colocar em ação a chamada "reforma urbana do Rio", Pereira Passos teve que ordenar a expulsão súbita e cruel de centenas de famílias que moravam em áreas que deveriam ser modificadas. A construção, da hoje fundamental, Avenida Rio Branco é um exemplo disso. Para que essa avenida fosse construída, diversos cortiços foram demolidos sem nenhuma indenização para as famílias residentes. Pereira Passos tem pelo menos a seu favor o benefício do julgamento da História. Ou seja, suas decisões polêmicas da época hoje são vistas como decisões acertadas, visto o desenvolvimento da Capital Fluminense.
E agora nos dias atuais?! Faz sentido expulsar famílias em nome da realização de eventos esportivos?! Será que a História vai julgar as decisões de hoje (explusão de pessoas de suas casas) como julgou a Reforma de Pereira Passos?! Eu, sinceramente, acho que não!
De fato a cidade se modernizou. O problema foi o preço que a sociedade carioca teve que pagar. Para colocar em ação a chamada "reforma urbana do Rio", Pereira Passos teve que ordenar a expulsão súbita e cruel de centenas de famílias que moravam em áreas que deveriam ser modificadas. A construção, da hoje fundamental, Avenida Rio Branco é um exemplo disso. Para que essa avenida fosse construída, diversos cortiços foram demolidos sem nenhuma indenização para as famílias residentes. Pereira Passos tem pelo menos a seu favor o benefício do julgamento da História. Ou seja, suas decisões polêmicas da época hoje são vistas como decisões acertadas, visto o desenvolvimento da Capital Fluminense.
E agora nos dias atuais?! Faz sentido expulsar famílias em nome da realização de eventos esportivos?! Será que a História vai julgar as decisões de hoje (explusão de pessoas de suas casas) como julgou a Reforma de Pereira Passos?! Eu, sinceramente, acho que não!
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sábado, 23 de abril de 2011
Quem é Deus Hoje?
Como estamos vivenciando a Semana Santa, é bom refletirmos um pouco sobre o papel das crenças e religiões, assim como sobre a noção de Deus que se propaga pelo mundo hoje. Islamismo, Catolicismo, Protestantismo, Judaísmo, etc. Muitas são as crenças, e muitas são as noções de Deus. Alguns tem usado Deus como uma bandeira de guerra e destruição (o que é algo absolutamente marcante na história mundial), outros fazem de Deus uma bela fonte de renda onde o lucro é algo tão perseguido que o próprio capitalismo sente inveja. Outros ainda, fazem de Deus um suporte bestializante onde o papel das igrejas passa a ser a formação de indivíduos desprovidos de senso crítico, tão fanáticos e superticiosos que necessariamente nos remetem a Idade Média. Parece mesmo estar havendo uma guerra entre "Deuses" e "Crenças". Não sei qual o papel de Deus na sua vida, mas tomara que não tenha relação com Guerra, Lucro e bestialização. No áudio abaixo (mais um que retirei da Rádio CBN) podemos refletir um pouco disso, ouçam:
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quinta-feira, 21 de abril de 2011
Artigo de FHC cai na boca maldita da política de botequim!
É incrível a capacidade do ex-presidente Lula em falar bobagens! O pior é que ele sabe que suas bobagens são aceitas pelo povo, muito mal formado (problema de educação sério que ele enquanto presidente se quer deu atenção) de forma que suas "pérolas" são refletidas no povão como "sábias palavras". A mais recente delas, foi o seu infeliz comentário sobre o artigo do ex-presidente FHC que propõe mudanças nos rumos do PSDB. Lula disse sobre o artigo que o ex-presidente FHC estaria abandonando o povão. Que besteria sem tamanho. O áudio abaixo trata exatamente dessa questão. Esclarece o que o artigo falava e o que o maluco do Lula leu o que, diga-se de passagem, são coisas muito distintas. Ah, quão bom seria se o povo tivesse a capacidade de entender a complexidade política, sobretudo, os benefícios que a social-democracia poderia trazer para a sociedade brasileira. Mas, a realidade é bem outra. O povo acredita fielmente que o governo Lula (que tem como único benefício real ao povo a extensão do bolsa família, que foi criado anteriormente por FHC) é o exemplo mais bem acabado de forma ideal de governo. Quero deixar claro, que não considero o governo FHC ideal, assim como não vejo nada de real na falácia do governo Lula. Apenas quero refletir o maior dilema do Brasil hoje: Será que haverá um governo ideal em nossa história política? Ouçam o áudio abaixo (da rádio CBN) onde Arnaldo Jabor trata essa questão com seu inconfundível bom humor!
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